Guia de cuidados - Ginkgo boloba

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Espécie:
 
Ginkgo

Sub-espécie:
biloba

Família:

Gincoáceas

Altura MAX Natural:
 30m

Origem:

Japão

Insolação Mínima:
 6 horas

Folhas:
 Caem no Inverno

Ventos:
 
Não Suportam

Crescimento:
Lento

Temperatura Agradável:

 Calor

Transplantação:
 
A cada 3 anos

Permite Vaso Raso:
 Não

Vaporização:
Calor

Início da Aramação:
 Outono

Permanencia dos Arames:
 Dez meses

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I - Introdução

São árvores caducas, isto é, que perdem todas as folhas no inverno. Atingem uma altura de 20 a 35 metros (alguns espécimes, na China, chegam a atingir os 50 metros). Foram, durante muito tempo, consideradas extintas no meio natural, mas, posteriormente verificou-se que duas pequenas zonas na província de Zhejiang, na República Popular da China, albergavam exemplares da espécie. Hoje, a planta existe em praticamente todos os continentes e no Brasil há exemplares produzindo sementes.

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II - Regiões do Brasil onde o cultivo é Adequado:

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# Totalmente Permitido

# Permitido onde haja frio no inverno

# Não Adequado

 

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III - Fotos

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Estado Natural

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Exemplar

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Folhas

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Exemplar

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IV - Insolação

Qualquer bonsai deve receber sol diretamente em suas folhas. O Ginkgo é uma árvore extremamente resistente, mas deve ser colocado em locais onde possam receber sol diretamente em suas folhas na maior parte do dia. No verão necessita de um local bem iluminado, devemos colocá-lo em local onde o mesmo possa receber raios solares diretamente em suas folhas em períodos onde o sol não esteja muito forte (antes das 10:00Hs e depois das 16:00Hs). Isso pode ser conseguido colocando-a em uma sacada com cobertura, sob outras árvores ou mesmo dentro de casa próxima a uma janela em local arejado. Já em outras estações o Ginkgo deve ser colocado a pleno sol desde que seu solo esteja sempre úmido. Protegê-lo das geadas.

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V - Rega

Há duas coisas que precisamos saber para regar um bonsai: Como e com que frequência. Regar um bonsai é molhar toda a terra que está dentro do vaso. Coloque água potável por cima da terra em toda a superfície até que esta comece a sair por baixo nos orifícios do vaso. No Calor pode-se molhar também a copa e Galhos. Já a frequência dependerá principalmente do tamanho do vaso e das condições climáticas como temperatura e umidade do ar. Normalmente vasos com até 30 cm de comprimento e/ou vasos muito rasos devem ser regados todos os dias quando a umidade do ar estiver baixa e a temperatura acima de 20oC. Cuidado com os extremos: Em dias de muito calor (acima de 30oC) regue duas vezes ao dia. Em dias de muito frio (abaixo de 15oC) regue a cada dois dias. 

Vasos maiores do que 30 cm, normalmente a frequência de rega é menor, mas tome muito cuidado, geralmente um bonsai não fica mais do que dois dias sem água. As árvores no Geral NÃO gostam de muita umidade na terra. Por isso geralmente devemos regar os bonsai somente quando a terra do vaso estiver quase seca. Vale muito nossa "observação constante", tanto do clima quanto da umidade da terra. A verificação da umidade da terra pode ser feita facilmente tocando-se a terra com os dedos.

A Vaporização das folhas somente é necessária quando a umidade do ar estiver baixa. Nesta situação é conveniente que façamos uma vaporização leve somente sobre as folhas preferivelmente a sombra com água potável, no mínimo, três vezes por dia. Outra função importante da Vaporização é quando feita sobre as raízes finas expostas em alguns determinados estilos ( Ex.: "Raiz Exposta", "Raiz sobre Pedra" e outros). Também é importante no cultivo do musgo que, se for usado, não deve ocupar mais do que a metade da superfície da terra do bonsai, para que esta "respire". O Musgo deve ser borrifado levemente em torno de três vezes ao dia sem que a terra do bonsai se umedeça.

Deve-se regar os Ginkgo diariamente em períodos de calor. Sua rega deve ser feita com cuidado para se molhar toda a terra do vaso. Apesar do Ginkgo gostar de sua terra sempre úmida, devemos tomar cuidado para não o regar em demasia, regando novamente somente quando a superfície da terra estiver seca.

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VI - Adubação

Todos nós comemos diariamente, os alimentos são imprescindíveis para se viver. As plantas alimentam-se dos sais nutritivos que extraem do solo. Como os bonsai vivem em vasos pequenos, a árvore poderá consumir todos os nutrientes da terra depois de um tempo, teremos então que ir repondo estes nutrientes por meio de adubos. É preciso adubar principalmente nas épocas de grande crescimento das plantas e está adubação deve ser feita sem exageros. É muito melhor adubar em pequenas quantidades com maior frequência do que fazê-lo esporadicamente em grandes quantidades. Recomendamos o uso de produtos de ótima procedência e com instruções claras de uso. 

Para principiantes sugerimos uma adubação muito simples usando TORTA DE MAMONA  e FARINHA DE OSSO, que são facilmente encontrados em supermercados. Estes podem ser usados sempre separadamente numa frequência bimestral, ou seja, se usar TORTA DE MAMONA em janeiro, somente irei adubar novamente em março com FARINHA DE OSSO. E assim teremos 6 aplicações anuais.
Use sempre as dosagens recomendadas. Caso não haja indicação para dosagens referente ao bonsai, use metade da dose recomendada para vasos pequenos. Já uma adubação melhor e mais balanceada pode ser conseguida facilmente com produtos de boa qualidade encontrados em lojas especializadas. Siga sempre uma orientação profissional.

O Ginkgo prefere ser adubado com adubos orgânicos de decomposição lenta e químicos ricos em Nitrogênio ( N ), podendo ser adubos líquidos por via foliar ou sólidos na terra. Como sugestão de adubos químicos, escolha traços de proporção de N-P-K ( Nitrogênio – Fósforo – Potássio ) na ordem de 10-10-10 ou 10-05-10. Não esqueça que no mínimo uma vez por ano é necessário a Adubação com micro nutrientes ( Ca {Cálcio}, Mg {Magnésio}, S {Enxofre}, B {Boro}, Cl, Cu, Co, Fe....). As Melhores épocas para a adubação do Ginkgo são: Primavera e Outono. Nunca adube plantas doentes ou recém transplantadas.

A Bonsai Kai criou um Kit anual de Adubação para bonsai para ajudar a manter os bonsai fortes e saudáveis.
Nossa sugestão de agenda de adubação para o Ginkgo biloba.

Janeiro - QG

Fevereiro - Não Adubar

Março - TM

Abril - G

Maio - Não Adubar

Junho - Não Adubar

Julho - Não Adubar

Agosto - Não Adubar

Setembro - TM + QG

Outubro - G

Novembro - FO

Dezembro - Não Adubar

QG - Adubo Quimico de Liberação Gradual

TM - Torta de Mamona

 FO- Farinha de Osso

- Esterco de Galinha

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VII - Transplantação

No desenvolvimento natural das árvores as raízes crescem em busca de água, ar e alimento. As raízes de um bonsai vão crescendo e podem ocupar a totalidade do espaço do vaso, expulsando lentamente o solo que ali existia. Por isso periodicamente devemos reduzir o volume de raiz dentro do vaso através de poda. Nesse mesmo processo aproveitamos para também trocar parte do solo que já não oferece todas as características para um bom desenvolvimento do vegetal. Felizmente este processo demora anos mas não devemos esquecê-lo enquanto estivermos cultivando qualquer planta que esteja confinada.

A troca de terra do Ginkgo deve ser feita a cada DOIS ou TRÊS anos, preferencialmente na primavera após o início da brotação foliar. Pode até um terço das raízes. A mistura aconselhada é de 50% de areia peneirada (entre 2 a 5 mm) e 20% de condicionador de solo industrial e 30 % de argila refratária de boa procedência peneirada (entre 2 a 5 mm). Na troca de terra podar no máximo 50 % das raízes. Nunca lavar as raízes.

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VIII - Poda

A Arte bonsai procura, como inspiração, buscar formas existentes na natureza. Essa busca nos leva a um espectro riquíssimo de texturas, formas e cores, tornando nosso hobby um dos mais interessantes e criativos. O objetivo da prática do bonsai (cultivo de arvores em vaso), não é apenas mantê-los vivos e saudáveis, mas cada vez mais bonitos. Para isso é necessário que se façam podas regulares para se manter a forma de “mini árvore”. Podar é estilizar a formação de uma árvore.  Com a poda, eliminamos os ramos que saem da silhueta do bonsai, ramos defeituosos, secos ou desnecessários. Para podar devemos utilizar ferramentas adequadas, como tesouras afiadas. Para galhos maiores alicates de corte côncavo, que fazem cortes limpos, precisos e de fácil cicatrização. Quando as feridas da poda são de grande tamanho (maior que o tamanho do diâmetro de um cigarro) é conveniente cobri-las com pasta de selagem para garantir sua perfeita cicatrização. Pode-se usar clara de ovo ou tinta PVA.

A poda de manutenção do Ginkgo pode ser feita facilmente com uma tesoura afiada cortando-se os galhinhos que saem da zona não desejada do tronco ou da copa, cuja melhor forma é a forma da copa triangular. As Podas mais drásticas devem ser feitas no final do inverno. O Ginkgo brota em meados da primavera, suporta muito bem podas drásticas no inverno.

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IX - Aramagem

A utilização dos arames na estilização de um bonsai pode ser usado para:
1.Corrigir a inclinação de ramos, permitindo utilizar ramos que de outra maneira teríamos que podar.
De certo modo os arames provocarão o efeito do peso dos grandes galhos nas árvores, inclinando-os para baixo.
2.Direcionar o crescimento de um galho numa direção em que a copa do bonsai se encontra vazia.
3.Direcionar o crescimento de um galho para a formação de uma copa no formato triangular.

Os arames são colocados no bonsai por um certo tempo que dependerá da espécie da árvore. Durante esse tempo a casca da árvore cresce na posição pré-determinada e endurece, permitindo transformações estéticas importantes. Por ser um processo prático é necessário um certo treinamento para que possamos nos aprimorar. Os arames são colocados em espiral nos galhos e troncos, de maneira geral devemos primeiramente travar o arame no tronco ou em algum galho grosso e em seguida "enrolar" o arame no galho que se pretende modelar. Não devemos apertar demais para não deixar marca na casca do bonsai. O ideal é que o arame fique relativamente frouxo. Como os ramos engrossam devido ao seu crescimento, devemos tirar o arame antes que se crave na casca. Pode-se usar qualquer arame, preferivelmente o arame de alumínio, que é mais flexível e resistente. A grossura do arame dependerá da força necessária para se vergar o ramo. Não esqueça que é de suma importância que os arames não deixem marcas na casca, se for o caso proteger a casca com ráfia.

Normalmente a formatação do Ginkgo é feita somente por poda simples com tesoura, mas não impede a possibilidade de ser aramado com sucesso. Deve-se aramá-lo no Outono. A poda de ramos deve ser feita na Primavera. Podar os ramos desnecessários. Corte os ramos deixando-os com um terço de seu comprimento. Se os arames estiverem penetrando na casca tire-os imediatamente.

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X - Doenças e Pragas mais comuns

Geralmente o Ginkgo o tem problemas com pragas. Ataques de pulgão ou cochinilhas podem ocorrer, estes podem ser tratados facilmente com inseticida para plantas ornamentais. Não esqueça que existindo um problema, este deve ser solucionado com brevidade para evitar a debilitação do bonsai.

A BONSAI KAI possui Defensivos adequados, Pronto Socorro, Hotel e até Hospital para sua segurança.

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XI - Agenda Anual de Tratamentos

Verão

Rega: Abundante

Adubação: Moderada

Poda: Não

Aramagem: Fim

Transplantação: Não

Outono

Rega: Moderada

Adubação: Sim

Poda: Não

Aramagem: Início

Transplantação: Não

Inverno

Rega: Reduzida

Adubação: Não

Poda: Estrutural

Aramagem: Meio

Transplantação: Não

Primavera

Rega: Abundante

Adubação: Sim

Poda: Só Ramos

Aramagem: Meio

Transplantação: Sim

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XII - Estilos possiveis para ser modelado

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Sinuoso Esbelto

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Vassoura

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Sinuoso Suave

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Dois Troncos

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Aglomerado

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Floresta Dispersa

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